quinta-feira, 1 de outubro de 2009
17/09/2009
Depois de ter ido no show do Little Joy e ter visto Amarante e Binki Shapiro de pertinho (e Moretti de longe). No dia 17/09, na última hora e na minha correria para chegar a tempo. Conseguir ver (não muito de perto) e curtir o show da cantora com as letras mais debochadas do mundo musical, Lily Allen. Me diverti muito, pulei, gritei e cantei e também levantei meu dedo do meio no hino dos homossexuais (risos), "Fuck You". Um show foda demais e espero estar no próximo, isso se a Lily não abandonar essa carreira musical bem sucedida dela (a bipolaridade dela me irrita).
embaixo da minha pele.
Alguém gosta de Avril Lavigne ainda? Sério. Bom, eu amo e chego a considerar a minha artista favorita pelo fato de eu saber de cor todas as letras das músicas e conhecer b-sides e tudo mais, mas isso não vem ao caso.
Ontem, decidi retirar o meu Under My Skin da prateleira e colocar no PC para eu dar uma escutada, pulei as duas primeiras faixas: Take Me Away e Together (são muito dramáticas e não preciso disso). Começo a playlist com uma das músicas mais fofinhas dela, Don't Tell Me e vai passando por He Wasn't, My Happy Ending e enfim. Mas exatamente na faixa 9 initulada com Who Knows, eus empre desprendo-me de tudo que estou fazendo e presto bastante atenção na letra que por mim já é bastante conhecida, mas eu gosto de escutá-la e saboreá-la.
Ontem, decidi retirar o meu Under My Skin da prateleira e colocar no PC para eu dar uma escutada, pulei as duas primeiras faixas: Take Me Away e Together (são muito dramáticas e não preciso disso). Começo a playlist com uma das músicas mais fofinhas dela, Don't Tell Me e vai passando por He Wasn't, My Happy Ending e enfim. Mas exatamente na faixa 9 initulada com Who Knows, eus empre desprendo-me de tudo que estou fazendo e presto bastante atenção na letra que por mim já é bastante conhecida, mas eu gosto de escutá-la e saboreá-la.
who knows what could happen
do waht you do
just keep on laughing
one thing's true
there's always a brand new day.
do waht you do
just keep on laughing
one thing's true
there's always a brand new day.
Basta esse refrão, para que eu me sinta um pouco mais livre para fazer o que quiser. Parece clichê e muita gente nem acha que música possa te tocar de certa forma, mas essas letras me fazem refletir sobre minha vida e principalmente minhas escolhas.
Ultimamente, é como se eu estivesse sendo sobrecarregado por coisas e coisas e isso é extremamente cansativo. Ser cobrado por tudo e não ter nenhum tipo de sossego, uma folga de toda a vida badalada e rotineira. E o que eu faço? Eu rio. Sim, rio. Não acredito na negatividade. As coisas pioram demais, sim. Mas tudo tem um significado, um sentido e nada acontece por acaso. Tudo isso são coisas designadas para nós aprendermos com nossos erros e para controlarmos nossas vontades.
Uma pessoa não acorda todos os dias as 6h da manhã para limpar a calçada da frente de casa sem motivo. Ela possui um, o de deixar a casa apresentável, de deixar como ele gosta, de deixar de um jeito bonito. E também somos assim. Um banho, uma maquiagem, uma roupa melhor que a outra. Tudo são formas de nos deixarmos apresentáveis e prontos para sair a rua e sermos admirados. Apenas esses fatos, essas coisinhas que fazemos conosco o tempo todo antes de sairmos para qualquer lugar já mostra como nos preocupamos com nós mesmos e como gostamos de estar confortáveis aonde quer que estejamos.
Se preocupar consigo mesmo é se importar com o seu ego, com sua alma, com sua vida. Mas colocar roupas e coisas legais não adianta somente.
O mundo é grande e eu sou pequeno, tudo ao meu redor está se movendo muito rápido (How Does It Feel) e não se pode parar e ficar observando as outras pessoas sendo felizes e conquistando o que elas querem enquanto sentamos e esperamos coisas boas caírem do céu.
Ás vezes, precisamos que alguém nos diga ,com toda a força de vontade e com um grande sorriso aberto, uma única palavra: VIVA.
Viva para ser livre, não ligue para a opnião dos outros. Viva a sua vida, não fique pra sempre se escondendo (Freak Out).
E por que estou postando logo isso hoje?
Hoje, aprendi que sentar em uma cadeira e ficar batendo papo no MSN faz com que nos comprometamos com coisas e pessoas que nós não somos íntimas ainda. Brincamos com besteiras e sentimentos enquanto as outras pessoas estão lá fora se divertindo e aproveitando sua vida da melhor forma possível.
Apaixonar-se é ótimo. Mas não pode ser inventado. Fabricado por tecnologias.
Tem que ser o olhar, a atração, o contato.
O que é impessoal me encheu. O que não posso tocar é abstrato e seres humanos não são isso.
Eu, assim como muitos, preciso desencanar e perceber que viver é muito mais do que pensamos. Esquecer algumas pessoas, dar valor as que realmente me fazem feliz e ser feliz desse jeito, dessa forma, no ritmo que eu vivo, e principalmente não forçar algo que eu sei que um dia acontecerá.
E termino meu post aqui, com duas filosofias que eu devia ter anotado a tempos.
Ultimamente, é como se eu estivesse sendo sobrecarregado por coisas e coisas e isso é extremamente cansativo. Ser cobrado por tudo e não ter nenhum tipo de sossego, uma folga de toda a vida badalada e rotineira. E o que eu faço? Eu rio. Sim, rio. Não acredito na negatividade. As coisas pioram demais, sim. Mas tudo tem um significado, um sentido e nada acontece por acaso. Tudo isso são coisas designadas para nós aprendermos com nossos erros e para controlarmos nossas vontades.
Uma pessoa não acorda todos os dias as 6h da manhã para limpar a calçada da frente de casa sem motivo. Ela possui um, o de deixar a casa apresentável, de deixar como ele gosta, de deixar de um jeito bonito. E também somos assim. Um banho, uma maquiagem, uma roupa melhor que a outra. Tudo são formas de nos deixarmos apresentáveis e prontos para sair a rua e sermos admirados. Apenas esses fatos, essas coisinhas que fazemos conosco o tempo todo antes de sairmos para qualquer lugar já mostra como nos preocupamos com nós mesmos e como gostamos de estar confortáveis aonde quer que estejamos.
Se preocupar consigo mesmo é se importar com o seu ego, com sua alma, com sua vida. Mas colocar roupas e coisas legais não adianta somente.
O mundo é grande e eu sou pequeno, tudo ao meu redor está se movendo muito rápido (How Does It Feel) e não se pode parar e ficar observando as outras pessoas sendo felizes e conquistando o que elas querem enquanto sentamos e esperamos coisas boas caírem do céu.
Ás vezes, precisamos que alguém nos diga ,com toda a força de vontade e com um grande sorriso aberto, uma única palavra: VIVA.
Viva para ser livre, não ligue para a opnião dos outros. Viva a sua vida, não fique pra sempre se escondendo (Freak Out).
E por que estou postando logo isso hoje?
Hoje, aprendi que sentar em uma cadeira e ficar batendo papo no MSN faz com que nos comprometamos com coisas e pessoas que nós não somos íntimas ainda. Brincamos com besteiras e sentimentos enquanto as outras pessoas estão lá fora se divertindo e aproveitando sua vida da melhor forma possível.
Apaixonar-se é ótimo. Mas não pode ser inventado. Fabricado por tecnologias.
Tem que ser o olhar, a atração, o contato.
O que é impessoal me encheu. O que não posso tocar é abstrato e seres humanos não são isso.
Eu, assim como muitos, preciso desencanar e perceber que viver é muito mais do que pensamos. Esquecer algumas pessoas, dar valor as que realmente me fazem feliz e ser feliz desse jeito, dessa forma, no ritmo que eu vivo, e principalmente não forçar algo que eu sei que um dia acontecerá.
E termino meu post aqui, com duas filosofias que eu devia ter anotado a tempos.
i'm gonna live today like it's my last day
just freak out ... and let it go
just freak out ... and let it go
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
carloz valensi.

Acho que boa parte de nós, seres humanos conscientes, deixam algumas coisas para trás conforme o passar do tempo. Amadurecem e tornam-se pessoas melhores para se conviver e se socializar.
Era exatamente o dia 1º de Dezembro de 2007, eu no meu recém feito myspace ficava na caça de amigos cools para poder adicionar e colocar mensagens na minha caixa de recados. Foi quando, por acaso e não me lembro aonde, acho esse guri de nome Carlos com o seu myspace com um design legal, uma música de fundo ótima e com uma fotinha de perfil linda. Adicionei e começaram as primeiras trocas de mensagens. Confesso que refleti sobre ele dessa forma: rico, hétero e junkie. Logo de cara, ele ja foi falando que ia pra uma partida de basquete, aí pensei: uau, um atleta! E logo depois, nesses artefatos criados pela informática, passamos para o Orkut e depois para o MSN. Já são um ano e sete meses desde que conheci esse guri, o meu amado Carlos. E nesse intervalo de tempo, é quase incontável sobre quantos assuntos, pessoas, famosos, músicas e outras coisas falamos. Nesse tempo, ele me serviu como um amigo a longa distância, mas de que sempre que estava de status online no messenger, eu podia puxar um assunto e ele iria me me ouvir (ler, melhor dizendo) e tentar me entender. Já não me lembro mais quantas vezes já me lamentei pra ele por questões de amizade e romances frustrados. Sempre perguntando como estavam as coisas depois das viagens, sobre os estudos, sobre as novas paqueras, ficantes, namoradinhos e saídas. Foi também um dos meus primeiros amigos de correspondência, aquele que mesmo falando quase todo dia pela internet, eu amava escrever com minhas próprias letras tudo que eu sentia pra ele poder me entender e assim pegar pelo menos um pouco da minha essência que eu colocava nessas cartas.
É muito clichê, nos dias de hoje, falar que ama um amigo de internet. Porque muita das vezes, você mente em determiandas ocasiões sobre alguns fatos, e mentir não faz parte (muito menos combina) com esse sentimento que é chamado 'amor'.
Hoje, depois de todas essas horas gastas em frente ao computador, depois de me queixar para você sobre quase tudo, depois de você observar como amadureci ao passar do tempo ... eu tenho a mais plena certeza de uma coisa, eu te amo. Você vai ser pra sempre meu verdadeiro amigo a distância e o meu mais antigo. Não importa onde eu estou, eu lembro e carrego sempre comigo tudo que você, pelo menos, tentou me ensinar ao passar desse tempo sobre ser uma pessoa, um garoto legal, um amigo. E hoje, dia 27 de Agosto de 2009, eu te desejo toda a felicidade do mundo em mais esse ano de vida e que você seja pra sempre o meu guri que eu tanto amo.
parabéns, amigo <3
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
desculpa, amarante.
too much to ask (revisited)
Achei digno eu pegar logo hoje o 'Let Go' pra escutar, aí chego nessa música 'Too Much To Ask' e não achei ela justa, por isso, decidi reescrevê-la. E fazendo isso, ela ficaria dessa maneira:
Foi a primeira vez que senti esta solidão
Eu queria alguém que pudesse curar esta dor
É engraçado quando você pensa que está tudo bem
Você é tão baixo
Eu acho que estava bem até o ponto
Até o ponto que você não ligou pra mim
Sempre vêm com o mesmo tipo de história
Toda vez que tento fazer você sorrir
Você sempre sente pena de você mesmo
Toda vez que tento fazer você rir,
Você não pode
Você é tão difícil
Você acha que você é desamável
Eu estou pedindo muito?
Eu achei que você viria quando eu te ignorei
Então eu achei que você teria a decência para mudar.
Mas querido, acho que você não entendeu aquele aviso...
Pois eu não não quero olhar pra sua cara de novo!
Você não consegue perceber
que mente para si mesmo?
não se pode ver o mundo
atraves de um espelho
Esta rotina ficará para trás quando a fumaça passar
Pois eu, eu NÃO continuarei aqui
Sim...
Não pode encontrar onde estou
Permaneço aqui
Sozinho, desconfio
Com medo do escuro
Ninguém para reclamar
Sozinho novamente
mudei poucas coisas, mas mesmo assim ... é o que vale.
Foi a primeira vez que senti esta solidão
Eu queria alguém que pudesse curar esta dor
É engraçado quando você pensa que está tudo bem
Você é tão baixo
Eu acho que estava bem até o ponto
Até o ponto que você não ligou pra mim
Sempre vêm com o mesmo tipo de história
Toda vez que tento fazer você sorrir
Você sempre sente pena de você mesmo
Toda vez que tento fazer você rir,
Você não pode
Você é tão difícil
Você acha que você é desamável
Eu estou pedindo muito?
Eu achei que você viria quando eu te ignorei
Então eu achei que você teria a decência para mudar.
Mas querido, acho que você não entendeu aquele aviso...
Pois eu não não quero olhar pra sua cara de novo!
Você não consegue perceber
que mente para si mesmo?
não se pode ver o mundo
atraves de um espelho
Esta rotina ficará para trás quando a fumaça passar
Pois eu, eu NÃO continuarei aqui
Sim...
Não pode encontrar onde estou
Permaneço aqui
Sozinho, desconfio
Com medo do escuro
Ninguém para reclamar
Sozinho novamente
mudei poucas coisas, mas mesmo assim ... é o que vale.
domingo, 23 de agosto de 2009
a grande e bela arte de se achar um idiota.
Tudo na minha vida é seguida conforme o ritmo. Amigos legais, uma família normal (graças a Deus), um bom estado de saúde, um lugar legal de se morar, um quarto só pra mim, meus DVDs e minhas coisas boas e inutilizáveis dentro da minha mente. Sou feliz e contente assim, mas não completo. Ás vezes, me pego pensando em uma outra forma de vida, uma pessoa diferente, um jeito diferente. Daí, percebo que se tudo fosse fácil e se minha imaginação fosse como uma fonte dos desejos, tudo ia ser sem graça.
Sempre que acordo, penso em coisas positivas, acordo feliz e com disposição pra qualquer coisa. No decorrer do dia, eu percebo que perco esse entusiasmo de viver a vida, talvez pelo fato de eu ao observar os espaços e ao conversar com as pessoas, eu não sinto a mesma energia que sinto dentro de mim, é como se ela ou qualquer coisa não me desse um motivo pra eu festejar por mais um dia que estou vivo. E quando chega a noite, eu deito na cama e por 5 minutos, reflito sobre tudo ou sobre coisas que aconteceram no dia. Pensar, pensar e pensar, talvez esse seja o meu grande erro rotineiro. E o pior disso tudo é que eu gosto. Sim, pra mim não há nenhum prazer melhor do que pegar um ônibus sozinho que faça uma viagem de 30 a 40 minutos e que eu acompanhado das minhas musicas no meu MP3 torne a minha visão pela janela do ônibus ou do metrô um clipe. Um clipe com as paisagens da cidade, os carros em alta velocidade e algumas pessoas que você consegue enxergar os rostos. É prazer demais. Esses dias, eu estou percebendo como estou incompleto e acredito que o pior de tudo é quando você percebe que não há como achar essa peça pra te deixar inteiro. Não faço dramas, não choro, muito menos entro em depressão. Mas eu sou um ser humano e tenho necessidades básicas, tão básicas que não acredito que até hoje não tenha conseguido todas elas. Percebi hoje que eu canso de algumas coisas e dois minutos depois eu volto atrás e passo a gostar novamente. Desgasta? Sim, e muito. Mas eu gosto. Gosto do desprezo, dos sentimentos não recíprocos, dos lugares vazios, dos clipes criados a partir da minha visão de dentro do ônibus. Sou incompleto, mas eu penso e sendo assim, consigo aguardar pela minha preciosa peça.
OBS.: Se puder, leia esse post ao som de 'Will is My Friend' por Devendra Banhart.
Sempre que acordo, penso em coisas positivas, acordo feliz e com disposição pra qualquer coisa. No decorrer do dia, eu percebo que perco esse entusiasmo de viver a vida, talvez pelo fato de eu ao observar os espaços e ao conversar com as pessoas, eu não sinto a mesma energia que sinto dentro de mim, é como se ela ou qualquer coisa não me desse um motivo pra eu festejar por mais um dia que estou vivo. E quando chega a noite, eu deito na cama e por 5 minutos, reflito sobre tudo ou sobre coisas que aconteceram no dia. Pensar, pensar e pensar, talvez esse seja o meu grande erro rotineiro. E o pior disso tudo é que eu gosto. Sim, pra mim não há nenhum prazer melhor do que pegar um ônibus sozinho que faça uma viagem de 30 a 40 minutos e que eu acompanhado das minhas musicas no meu MP3 torne a minha visão pela janela do ônibus ou do metrô um clipe. Um clipe com as paisagens da cidade, os carros em alta velocidade e algumas pessoas que você consegue enxergar os rostos. É prazer demais. Esses dias, eu estou percebendo como estou incompleto e acredito que o pior de tudo é quando você percebe que não há como achar essa peça pra te deixar inteiro. Não faço dramas, não choro, muito menos entro em depressão. Mas eu sou um ser humano e tenho necessidades básicas, tão básicas que não acredito que até hoje não tenha conseguido todas elas. Percebi hoje que eu canso de algumas coisas e dois minutos depois eu volto atrás e passo a gostar novamente. Desgasta? Sim, e muito. Mas eu gosto. Gosto do desprezo, dos sentimentos não recíprocos, dos lugares vazios, dos clipes criados a partir da minha visão de dentro do ônibus. Sou incompleto, mas eu penso e sendo assim, consigo aguardar pela minha preciosa peça.
OBS.: Se puder, leia esse post ao som de 'Will is My Friend' por Devendra Banhart.
sábado, 15 de agosto de 2009
pequenas porções de prazer.
Era exatamente 21:45 quando desembarquei na estação CINELÂNDIA e depois percorri alguns minutos até os arcos da lapa e enfim, a Fundição Progresso. Uma fila enorme chegando a atrapalhar o estacionamento do local, a longa espera já anunciava o ótimo som que estava prestes a ser tocado naquela noite.
Lá dentro, o espaço estava vazio, triste, nem parecia show de uma grande banda. Mas isso durou apenas uma hora. Ao som de Adam Green, que realmente me divertiu com sua performance hilária no palco, o público começou a preencher aquele vazio que estava no local e a ânsia pela banda principal era grande. Logo depois, The Dead Trees, com uma falha na primeira música e voltando 20 minutos depois para completar sua setlist. Confesso que não tive oportunidade de escutar o trabalho da banda antes do show, pois não consegui encontrar mídia deles disponível na internet. Mas nos palcos, a banda soava legal, um rock 90's super calmo agradável a qualquer ouvido.
Exatamente a 1:20 (mais ou menos), Rodrigo Amarante entrava com seu poder de presença para maioria dos que estavam no show, acompanhado por Fabrizio Moretti e pela linda e simpática Binki Shapiro, além de Todd Dahlhoff, Matt Romano e Matt Borg. O concerto foi ótimo, começando logo com a deliciosa "No One's Better Sake", dentre outras a banda fez a performance de duas músicas novas e algumas covers, os pontos mais legais do show foram as apresentações de "Unattainable", a timidez da Binki transformou a performance numa melodia doce e gostosa. O coro alto da maioria do público em "Next Time Around". Após algumas músicas, a banda se despediu com a "missão não-cumprida". E depois de um minuto pedindo pra eles voltarem, a voz de todos puxaram a melodia mais conhecida composta por Amarante, "eu encontrei-a quando não quis". Amarante reaparece no palco sozinho para tocar a linda "Evaporar" e a cover de "Procissão" de Gilberto Gil, performada exatamente do jeitinho do Little Joy. E logo depois com a banda toda, Adam Green e os "The Dead Trees", "Brand New Start (a minha favorita) foi tocada em alto e bom som com toda a harmonia e energia que o Little Joy conseguiu dar naquela noite. O show foi ótimo e já quero outros e outros, se Deus quiser.
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
fernando rodrigues.
Desde os tempos primórdios da internet, o orkut serviu como um "ajudante" pra achar amigos perdidos, da escola que você estudou entre outras coisas. Mas ele também serve muito bem como um pequeno bar. Tá, não tem as bebidas, as cadeiras, aquela música legal e tal, mas da pra conhecer pessoas por meio dele e dessa forma acabei interagindo (?) com todo o mundo (momento "a internet é a solução para o povo").
Não sei quantos membros o orkut possui no total, mas eu sei que são muitos, milhares, bilhões (tem gente que faz perfil até pro cachorro) e a gente fica meio perdido dentre esses milhões de usuários e mais aquele monte de comunidade.
Mas não to aqui para falar de okut ou qualquer outro meio de comunicação a distancia. Vou falar de um dos carinhas que está nessa droga de rede social e que hoje ta completando mais um ano de vida.
Não me lembro exatamente o dia nem o mês que eu fui no orkut desse guri e elogiei a careta dele na foto, na esperança de conseguir mais um amiguinho de internet. Passamos um dia trocando recados um com o outro até irmos pra forma mais rápida de comunicação e raciocínio, o messenger. Era lá que eu dedicava meus fins de noite, quando chegava umas 21h, 21h30 eu tava lá esperando por ele pra falar das besteiras do dia e das minhas tentativas frustradas no amor. Não são muitos anos, nem muitos meses ... arrisco dizer que não são nem 9 meses que conheço ele e seria muito efusivo da minha parte dizer que ele já faz parte da minha vida. Efusivo? Talvez não ou talvez sim, mas mesmo sendo pouco tempo, eu tive a grande oportunidade de conhecer esse ser que hoje, apesar da distância, representa pra mim uma das melhores pessoas desse mundo e que com certeza, não posso passar dessa pra melhor sem vê-lo ao vivo um dia e passar diversos momentos agradáveis do lado dele. Ele nem sabe o quanto eu desejo e anseio pelo dia que a gente vá se ver. Quero contar pelo menos uma das minhas piadas infames para ele e principalmente sentir a força do abraço dele e tornar real isso que eu criei com ele nesses ultimos meses de conversas, trocas de segredos, escrotices, entre outras coisas. Queria ter você aqui na estreia dos filmes favoritos, queria ter você aqui no sábado pro show do Little Joy, queria que você morasse aqui do lado e que nas segundas-feiras fossemos pra pizzaria nos empanturrar de massas e refrigerantes e falar de Deus e o Mundo. E hoje, dia 11 de agosto de 2009, o que mais desejo é que você seja feliz, que arrume as pessoas certas e que te amem para se relacionar (isso mesmo, no plural) e que continue desse jeito como você é. Obrigado pelas horas no telefone e por sempre conversar comigo de um jeito que me compreenda.
eu te amo, fêzito e desejo de tudo do bom e do melhor nessa vida.
Não sei quantos membros o orkut possui no total, mas eu sei que são muitos, milhares, bilhões (tem gente que faz perfil até pro cachorro) e a gente fica meio perdido dentre esses milhões de usuários e mais aquele monte de comunidade.
Mas não to aqui para falar de okut ou qualquer outro meio de comunicação a distancia. Vou falar de um dos carinhas que está nessa droga de rede social e que hoje ta completando mais um ano de vida.
Não me lembro exatamente o dia nem o mês que eu fui no orkut desse guri e elogiei a careta dele na foto, na esperança de conseguir mais um amiguinho de internet. Passamos um dia trocando recados um com o outro até irmos pra forma mais rápida de comunicação e raciocínio, o messenger. Era lá que eu dedicava meus fins de noite, quando chegava umas 21h, 21h30 eu tava lá esperando por ele pra falar das besteiras do dia e das minhas tentativas frustradas no amor. Não são muitos anos, nem muitos meses ... arrisco dizer que não são nem 9 meses que conheço ele e seria muito efusivo da minha parte dizer que ele já faz parte da minha vida. Efusivo? Talvez não ou talvez sim, mas mesmo sendo pouco tempo, eu tive a grande oportunidade de conhecer esse ser que hoje, apesar da distância, representa pra mim uma das melhores pessoas desse mundo e que com certeza, não posso passar dessa pra melhor sem vê-lo ao vivo um dia e passar diversos momentos agradáveis do lado dele. Ele nem sabe o quanto eu desejo e anseio pelo dia que a gente vá se ver. Quero contar pelo menos uma das minhas piadas infames para ele e principalmente sentir a força do abraço dele e tornar real isso que eu criei com ele nesses ultimos meses de conversas, trocas de segredos, escrotices, entre outras coisas. Queria ter você aqui na estreia dos filmes favoritos, queria ter você aqui no sábado pro show do Little Joy, queria que você morasse aqui do lado e que nas segundas-feiras fossemos pra pizzaria nos empanturrar de massas e refrigerantes e falar de Deus e o Mundo. E hoje, dia 11 de agosto de 2009, o que mais desejo é que você seja feliz, que arrume as pessoas certas e que te amem para se relacionar (isso mesmo, no plural) e que continue desse jeito como você é. Obrigado pelas horas no telefone e por sempre conversar comigo de um jeito que me compreenda.
eu te amo, fêzito e desejo de tudo do bom e do melhor nessa vida.
segunda-feira, 27 de julho de 2009
Nurse Jackie - Série
Eu simplesmente adoro os seriados do canal de tv paga dos Estados Unidos, SHOWTIME. Primeiro que a programação é livre, ou seja, cheia de palavrões, nudez e nenhum tipo de censura o que faz a série se tornar mais real e segundo que sua programação é recheada de inteligência.
Dessa vez, comecei a assistir a uma nova série do canal, "Nurse Jackie", que simplesmente me cativou logo no episódio piloto. A ótima atriz Edie Falco que interpreta a enfermeira viciada em remédios para dor nas costas e visivelmente cuidadosa e amorosa com seus pacientes, apesar de não dar sequer um sorriso durante o primeiro episódio inteiro, é simplesmente adoravel e sua personagem nos faz querer mais e mais sobre ela. O enredo da série, apesar de se focar em uma personagem apenas, é fantástico e nada de "o paciente da semana" como acontece em séries médicas como "Grey's Anatomy" e por falar em pacientes, as pessoas que entram pela sala de emergência apresentam casos no tanto curiosos e bizarros como uma vela no ânus de um adolescente junkie e uma mulher que com certeza esteve em uma brincadeira sexual sadomasoquista nada leve. Vou começar a baixar o restante da temporada agora e suponho que a primeira possuirá 12 episódios, assim como todas as séries da Showtime.
Dessa vez, comecei a assistir a uma nova série do canal, "Nurse Jackie", que simplesmente me cativou logo no episódio piloto. A ótima atriz Edie Falco que interpreta a enfermeira viciada em remédios para dor nas costas e visivelmente cuidadosa e amorosa com seus pacientes, apesar de não dar sequer um sorriso durante o primeiro episódio inteiro, é simplesmente adoravel e sua personagem nos faz querer mais e mais sobre ela. O enredo da série, apesar de se focar em uma personagem apenas, é fantástico e nada de "o paciente da semana" como acontece em séries médicas como "Grey's Anatomy" e por falar em pacientes, as pessoas que entram pela sala de emergência apresentam casos no tanto curiosos e bizarros como uma vela no ânus de um adolescente junkie e uma mulher que com certeza esteve em uma brincadeira sexual sadomasoquista nada leve. Vou começar a baixar o restante da temporada agora e suponho que a primeira possuirá 12 episódios, assim como todas as séries da Showtime.
quinta-feira, 23 de julho de 2009
pois é.

"eu acho que amor é igual a uma pizza, você pede pelo telefone, espera ansiosamente e quando ela chega você come, se empanturra, enjoa e depois vai assistir TV"
Sabem o que é a vida aqueles que são adeptos do 'carpe diem'. Quem não queria aproveitar cada minutinho da vida de uma forma feliz sem ter que se preocupar com certas escolhas e tarefas do dia-a-dia que as vezes fazem a gente esquecer o nosso próprio propósito. O porque de estarmos aqui. E dentre essas nossas tarefas, nos nossos momentos de folga, encontrarmos uma pessoa essencial que transforma nossa vida, que nos coloca de ponta a cabeça, que faz de nós brinquedos nas mãos dela, que nos tem a qualquer minuto, qualquer hora e não importa aonde. Você não pode ser totalmente 'carpe diem', mas achar alguém que te ame é talvez o melhor momento 'carpe diem' da vida.
Antônio era feliz com a namorada, tinham seus defeitos. Não eram perfeitos, mas eram feitos um para o outro. Eram o que tinham que ser. Eram ... eles.
Um dia, a namorada de Antônio decide ir embora, fugir da vida. E quem não teve essa idéia? Ir para um lugar desconhecido, começar tudo de novo, formar novos caminhos, traçar novos horizontes e esquecer as tarefas, o cotidiano, a vida.
"você nunca teve essa sensação de que se você não mudar sua vida urgentemente, você explode?"
Uma hora, o tempo que eles tinham.
Já era claro, a namorada de Antônio não iria mudar de idéia. Fugir era o que ela queria e não teria nada que faria ela voltar atrás.
Amor ... sei lá, deveria vir com data de validade. Tipo, você pega a pessoa lá, pede pra namorar aí atrás dela vem a data (favor amar até 28/09/2009). Ia ser mais fácil, concordam? Quando tivesse chegando a data de validade, a gente se livrava delas, de alguma forma. Evitando aqueles choros, aqueles dramas, aquilo que dizemos a nós mesmos que nunca faremos de novo até achar outro alguém.
Vamos ao filme...
A situação em si, uma pessoa que te ama, que aceita as diferenças, que você faz feliz e ela faz o mesmo... decide se despedir. O mundo? Cai, desmorona, ficaríamos sem chão e com duas mil dúvidas na cabeça. O que fizemos de errado, o que eu posso melhorar, por que agora, eu te amo tanto ...
São dúvidas misturadas com o arrependimento de que talvez tenhamos esquecido algo. Algo importante que não enxergamos.
O que pode acontecer em uma hora que antecede a partida definitiva daquela pessoa que você aprendeu a amar de todas as maneiras? Duas opções:
1 ) A gente pode conversar
2 ) A gente pode ir pra aquele nosso lugar secreto e transar até a hora de eu ir embora.
...
A primeira opção não é uma lavagem de roupa suja, ao contrário, é lembrar de todos as coisas boas que um relacionamento amoroso coleciona em seu caminho. Rir de coisas passadas e o mais importante ... aproveitar. É a porra de uma hora, eu não gostaria de transar. Quem sabe deitar do lado dela e por uma hora exata, visualizar aquele rosto pra que ele nunca saia da minha cabeça. O olhar, o desenho da boca e até as marcas de expressão.
Após o fim, é incerto. Cada um vai pro seu lado ou então vão conviver sempre um do lado do outro, não juntos, mas sempre... ali.
"Eu acho que você vai me procurar em todos as garotas que você conhecer, nos bares em todos os cantos e vai ficar louco, daí um dia você vai me ver em algum lugar, mas vai ignorar, porque pensou que era uma ilusão e daí eu vou embora"
Hoje, estou meio sem inspiração para escrever e principalmente sobre esse assunto, mas enfim. Eu assisti "Apenas o Fim" e foi um dos melhores filmes vistos por mim até hoje e que vai me servir de filosofia. E espero que algum dia, eu possa falar para alguém, sinceramente e do fundo do meu coração o que o Tom disse em uma das frases do filme:
terça-feira, 21 de julho de 2009
e não é só por causa da samaire armstrong.
Daniel Powter - Bad Day
Sem dúvidas, o melhor clipe já feito. <3
o ideal.
A maioria das pessoas dizem que amor é uma merda, que amor não importa, que uma pessoa que ama outra é totalmente idiota ou possui pouquissima massa cerebral. Me lembro de um trecho de uma música da Alanis Morisette, "You Learn" que cita exatamente assim: "Eu recomendo que você deixe alguém despedaçar seu coração" e desde então eu possuo esse trecho e a música em si como filosofia de vida. Eu nunca namorei, não por falta de fé na humanidade ou por coisa parecida, mas quem quer se entregar a alguém (ou pelo menos sequer chegou nesse ponto) que você enjoou ou que não combina com as coisas que você gosta, pratica ou admira? Não nego que as vezes sinto uma solidão profunda que me consome sempre quando vejo um casalzinho feliz e penso comigo mesmo: "Por que diabos não consigo alguém assim?". Não me acho uma pessoa desprezível, muito menos frígido ou sem coração, mas não dá pra sair por aí fazendo compromisso com qualquer um para que mais tarde você esteja chorando por ele e repetir que ele foi o maior erro da sua vida. Eu sonho com coisas espontâneas, coisas tipo filmezinho preferido pelas garotas em que um cara conhece uma garota do nada, no metrô, no cinema, no barzinho, no café, no restaurante, na rua e em outros 1001 lugares possíveis da face da terra onde existam pessoas e que dentre elas, uma que combine bastante (não precisa ser 100%) com você. Em meus devaneios, eu imagino o que a pessoa que algum dia eu vou me apaixonar perdidamente e que pedirei em namoro e seremos felizes enquanto der está fazendo no exato momento em que estou pensando nela. Uma pessoa sem face, sem corpo, sem fisionomia, sem voz, apenas um vazio, mas um vazio com esperança, espera, porque aliás, existem mais de 2 milhões de pessoas no mundo, UMA pelo menos terá de ser alguém especial para você, ela vai possuir aquele famoso beijo de filme, aquela coisa especial que irei sentir quando encontrá-la, aquela confiança, aquela felicidade, aquilo que tudo procurei. Se acabar ... que acabe. Ninguém merece sofrer e a vida é longa e muitas vezes prazerosa. Mas nada de desacreditar nas pessoas, de dizer que todas são falsas, sem amor e que ninguém vai te amar nunca mais. Exagero. E só gosto dessa palavra, "exagero", quando é referente a coisas boas.
Um dia assim, com alguém, a pessoa perfeita ... imagino dessa forma:
07:00 - aquele sol, quentinho, claro, inocente, novo e belo iluminando a cabeceira da cama através da persiana um pouco aberta. O frio da manhã, eu estou enrolado num edredon grosso com roupas leves, meus olhos meio fechados, cabelos pro alto e ao olhar pro lado, o vejo. Aquele ser que me faz feliz, ali do meu lado, como um presente. O ser mais lindo do mundo para mim. Acordo ele com beijos, calmos, silenciosos, carinhosos. Ele acorda, olha para meu rosto e sorri, um sorriso tímido, um sorriso perfeito. Um, dois, três, quatro beijos e é só o começo do dia...
09:00 - De banho tomado, acordado finalmente, com roupas passadas e limpas e o perfume, aquele cheiro que me acostumei e nunca quero deixar de saber como é senti-lo todas as manhãs. Eu preparo o que ele mais gosta, quem sabe brinco com a comida, brinco com ele. E até o café da manhã, ele faz ficar especial...
10:00 - É mais um dia normal, trabalhos, estudos e nós saímos juntos do nosso apartamento apertado porém bem arrumado e aconchegante para duas pessoas que gostam uma da outra. Por nós, não saíriamos nunca. Mas penso, saudade e vontade de ter ele de novo só pra mim quando eu largar do trabalho ou da escola ou de onde eu estiver, são sensações ótimas. No nosso percurso, quem sabe não falamos de alguns amigos ou do episódio de ontem da nossa série favorita ou apenas conversamos sobre qualquer coisa inútil, foda-se, estou conversando com ele, ouvindo sua voz, olhando nos seus olhos e rindo de qualquer bobeira que ele fala e isso já é o bastante...
13:30 - Hora do almoço, pego o celular e ligo para ele, marcamos um lugar, o nosso lugar favorito ou onde estiver servindo comida, que seja. Ao chegar, o vejo me esperando pacientemente olhando para a televisão, distraído. Ao me ver, aquele sorriso. Me abraça, me passa o braço pelo corpo para me acompanhar para dentro do lugar onde iremos comer. Entre umas garfadas e outra, alguns assuntos do dia, o que aconteceu, umas bobeirinhas pra rirmos, um carinho na mão dele em cima da mesa. Acabamos, nos despedimos, sentimos saudades...
16:30 - Sei lá ... pego o celular, disco o seu número e digo apenas 3 palavras, 7 letras. Eu Te Amo...
19:00 - Alguns dias, ele me pega no trabalho ou então eu o pego onde ele estiver, para pegar o metrô lotado, o caos urbano e a reclamação das pessoas que se quiexam do trabalho, da vida pessoal, ou de qualquer coisa relativa a vida delas. Pena, eu sou feliz e queria que elas fossem também. Chego em casa, e ele me surpreende, me dá um beijo, me agarra, me faz sentir bem-vindo, comemos uma besteirinha pré-jantar e ali estou eu com ele novamente...
20:30 - Um jantar, um dia ele faz, um dia eu faço, um dia nós dois fazemos e esse é o melhor dia. Comemos, conversando, papeando sobre assuntos que não acabam nunca, temos papo para toda a vida, para enquanto estivermos ali.
21:30 - Sentar do lado dele no nosso pequeno sofá. Sentar? Não tão simples, ele deitado com a cabeça no meu colo, eu deitado e fazendo a mesma coisa, os carinhos e na televisão o nosso programa favorito.
23:00 - Ele começa a bocejar, e pergunto: "vamos dormir?". Um sorriso e um beijo já são o "sim" da pergunta que fiz. Nos trocamos, colocamos nossos pijamas, nos deitamos, um de cara pro outro, sorrimos e nos beijamos, e ao final, quando chega a hora de dormir apenas dizer mais uma vez porque nunca é demais para nós dois, Eu Te Amo...
... e dentre mil e uma coisas que faremos, não precisa ser sempre planejado, eu estarei com ele e tudo, tudo vai ser adorável e vou amar cada segundo da minha vida.
Um dia assim, com alguém, a pessoa perfeita ... imagino dessa forma:
07:00 - aquele sol, quentinho, claro, inocente, novo e belo iluminando a cabeceira da cama através da persiana um pouco aberta. O frio da manhã, eu estou enrolado num edredon grosso com roupas leves, meus olhos meio fechados, cabelos pro alto e ao olhar pro lado, o vejo. Aquele ser que me faz feliz, ali do meu lado, como um presente. O ser mais lindo do mundo para mim. Acordo ele com beijos, calmos, silenciosos, carinhosos. Ele acorda, olha para meu rosto e sorri, um sorriso tímido, um sorriso perfeito. Um, dois, três, quatro beijos e é só o começo do dia...
09:00 - De banho tomado, acordado finalmente, com roupas passadas e limpas e o perfume, aquele cheiro que me acostumei e nunca quero deixar de saber como é senti-lo todas as manhãs. Eu preparo o que ele mais gosta, quem sabe brinco com a comida, brinco com ele. E até o café da manhã, ele faz ficar especial...
10:00 - É mais um dia normal, trabalhos, estudos e nós saímos juntos do nosso apartamento apertado porém bem arrumado e aconchegante para duas pessoas que gostam uma da outra. Por nós, não saíriamos nunca. Mas penso, saudade e vontade de ter ele de novo só pra mim quando eu largar do trabalho ou da escola ou de onde eu estiver, são sensações ótimas. No nosso percurso, quem sabe não falamos de alguns amigos ou do episódio de ontem da nossa série favorita ou apenas conversamos sobre qualquer coisa inútil, foda-se, estou conversando com ele, ouvindo sua voz, olhando nos seus olhos e rindo de qualquer bobeira que ele fala e isso já é o bastante...
13:30 - Hora do almoço, pego o celular e ligo para ele, marcamos um lugar, o nosso lugar favorito ou onde estiver servindo comida, que seja. Ao chegar, o vejo me esperando pacientemente olhando para a televisão, distraído. Ao me ver, aquele sorriso. Me abraça, me passa o braço pelo corpo para me acompanhar para dentro do lugar onde iremos comer. Entre umas garfadas e outra, alguns assuntos do dia, o que aconteceu, umas bobeirinhas pra rirmos, um carinho na mão dele em cima da mesa. Acabamos, nos despedimos, sentimos saudades...
16:30 - Sei lá ... pego o celular, disco o seu número e digo apenas 3 palavras, 7 letras. Eu Te Amo...
19:00 - Alguns dias, ele me pega no trabalho ou então eu o pego onde ele estiver, para pegar o metrô lotado, o caos urbano e a reclamação das pessoas que se quiexam do trabalho, da vida pessoal, ou de qualquer coisa relativa a vida delas. Pena, eu sou feliz e queria que elas fossem também. Chego em casa, e ele me surpreende, me dá um beijo, me agarra, me faz sentir bem-vindo, comemos uma besteirinha pré-jantar e ali estou eu com ele novamente...
20:30 - Um jantar, um dia ele faz, um dia eu faço, um dia nós dois fazemos e esse é o melhor dia. Comemos, conversando, papeando sobre assuntos que não acabam nunca, temos papo para toda a vida, para enquanto estivermos ali.
21:30 - Sentar do lado dele no nosso pequeno sofá. Sentar? Não tão simples, ele deitado com a cabeça no meu colo, eu deitado e fazendo a mesma coisa, os carinhos e na televisão o nosso programa favorito.
23:00 - Ele começa a bocejar, e pergunto: "vamos dormir?". Um sorriso e um beijo já são o "sim" da pergunta que fiz. Nos trocamos, colocamos nossos pijamas, nos deitamos, um de cara pro outro, sorrimos e nos beijamos, e ao final, quando chega a hora de dormir apenas dizer mais uma vez porque nunca é demais para nós dois, Eu Te Amo...
... e dentre mil e uma coisas que faremos, não precisa ser sempre planejado, eu estarei com ele e tudo, tudo vai ser adorável e vou amar cada segundo da minha vida.
ainda não...
SIM, eu pedi pra minha mãe ajoelhado para ela me dar 20 reais
SIM, eu corri para poder pegar o metrô a tempo
SIM, eu fiquei puto porque algumas pessoas que disseram que iam, não apareceram
SIM, eu comprei o ingresso de 20:30
SIM, eu fiquei 1 hora sentado na pilastra do Odeon
SIM, eu vi um garoto se prostituindo e gays de meia-idade
SIM, preferi voltar com a minha amiga do que voltar sozinho as 23h
e ...
NÃO, eu ainda NÃO vi "Apenas o Fim"
SIM, eu corri para poder pegar o metrô a tempo
SIM, eu fiquei puto porque algumas pessoas que disseram que iam, não apareceram
SIM, eu comprei o ingresso de 20:30
SIM, eu fiquei 1 hora sentado na pilastra do Odeon
SIM, eu vi um garoto se prostituindo e gays de meia-idade
SIM, preferi voltar com a minha amiga do que voltar sozinho as 23h
e ...
NÃO, eu ainda NÃO vi "Apenas o Fim"
quarta-feira, 1 de julho de 2009
terça-feira, 30 de junho de 2009
paper dreams, honey.
Em meados de 2008, precisamente entre os meses de maio e abril, um amigo havia me falado de um festival com bandas independentes que acontecia aqui no Rio de Janeiro, chamado "Festival Indie Rock" (nome justo). Ao pesquisar, soube de duas bandas que iam se apresentar, The Kooks e Editors. Ao escutar ambas, confesso que gostei mais do som do Editors. A voz do Tom Smith clara e alta é boa de se ouvir a qualquer ocasião.
Enfim, o festival foi cancelado e eu infelizmente fiquei chupando o dedo. Algum tempo depois, em busca de algo novo pra escutar, pesquisei sobre alguns clipes dos Kooks no YouTube e baixei algumas músicas, dentre elas: "Ooh La", "You Don't Love Me", "Sofa Song". Todas do album "Inside In, Inside Out". Hoje, confesso que virei super fã da banda. Luke Pritchard se tornou um dos meus cantores favoritos (e um dos caras favoritos também, em geral).
Só fiquei com raiva pelo fato da banda ter vindo no Brasil e ter feito show apenas em São Paulo, será que Luke não sabe que tem cariocas que morreriam pra ver ele e companhia aqui? Enfim, resta esperar uma outra visita, quem sabe no TIM Festival ou em uma outra ocasião qualquer. Até Jonas Brothers vieram fazer show aqui ...
Enquanto isso, fico me divertindo com o "Konk" e o "Inside In, Inside Out" e os vídeos live no Youtube.
A primeira música que escutei deles. <3
Enfim, o festival foi cancelado e eu infelizmente fiquei chupando o dedo. Algum tempo depois, em busca de algo novo pra escutar, pesquisei sobre alguns clipes dos Kooks no YouTube e baixei algumas músicas, dentre elas: "Ooh La", "You Don't Love Me", "Sofa Song". Todas do album "Inside In, Inside Out". Hoje, confesso que virei super fã da banda. Luke Pritchard se tornou um dos meus cantores favoritos (e um dos caras favoritos também, em geral).
Só fiquei com raiva pelo fato da banda ter vindo no Brasil e ter feito show apenas em São Paulo, será que Luke não sabe que tem cariocas que morreriam pra ver ele e companhia aqui? Enfim, resta esperar uma outra visita, quem sabe no TIM Festival ou em uma outra ocasião qualquer. Até Jonas Brothers vieram fazer show aqui ...
Enquanto isso, fico me divertindo com o "Konk" e o "Inside In, Inside Out" e os vídeos live no Youtube.
A primeira música que escutei deles. <3
segunda-feira, 29 de junho de 2009
o que é antigo, me atrai. - parte 2
A vida antiga. Já passou pela sua cabeça como seu pai e sua mãe se conheceram? Imaginem você ter que possuir (ou a outra pessoa) a iniciativa e a coragem de chegar em alguém para pedir um telefone, um encontro sem necessitar do bom e tímido messenger. É complicado, pelo menos para nós da "geraçãoMSN", mas era possível. Os tempos antigos eram fantásticos. Xuxa ainda animava os baixinhos, a Coca-Cola utilizava seus desenhos simples para a publicidade da marca, o McDonalds e a Pringles não cobravam tão caro, a televisão era legal todos os dias, as revistas em quadrinhos valiam cruzados, os brinquedos eram de colocar peça em cima de peça e não existiam filmes de super-heróis da Marvel. Mas como alguém que não presenciou isso pode sentir falta? Eu não sei, mas não fico discutindo comigo mesmo sobre isso, até por que eu gosto e posso ser até chamado de cafona ou brega, mas era tudo tão lindo antigamente, até a praia de Copacabana era mais cool. Mas só me resta isso, a boa e velha nostalgia.
o que é antigo, me atrai.
Já sentiu falta do que você nunca presenciou? Isso acontece comigo o tempo todo, principalmente quando falamos dos tempos da brilhantina... os anos 80. Acho que desde pequeno, eu sinto um certo tipo de admiração por tudo que é antigo ou venha do antigo. Aos 13 anos, eu tinha um amigo (não-imaginário) que fiz por meio das minhas conversas malucas sobre filmes comerciais (ex.:"Premonição 2"). Esse amigo era "casado" e tinha uma filha e a quantia um pouco extravagante de 25 anos de idade (reflita, o que um garoto de 13 anos pode ter para papear com um cara de 25?). Foi uma época um pouco vergonhosa pra mim, porque meus pais não gostavam nada da idéia e eu não achava nada de errado naquilo (13 anos, imbecil). Até que me mudei, não por causa disso, e me contentei por possuir amigos da minha idade e que gostavam de jogar bafo com as figurinhas do Digimon e assistir os episódios de Yu-Gi-Oh. Hoje, uns 5 anos mais tarde, eu percebo que essa admiração ainda existe dentro de mim e agora não tenho o que me envergonhar de gostar de coisas e pessoas mais velhas.

As coisas antigas. Pare um instante e se imagine usando uma jaqueta de couro igual a de James Dean, um óculos wayfarer preto e simples, aquelas camisetas brancas limpas sem nenhuma estampa colocadas pra dentro da calça jeans apertada e um sapato sem muitos detalhes. Achou ridículo? Se não, você é um dos meus. Os estilos eram simples, houve uma época em que a calça "boca de sino" era até tendência e hoje ela é meio que odiada por algumas pessoas. As saias de bolinhas usadas pelas mulheres ou então aqueles "shorts" um pouco mais longos e que chegavam até o umbigo. Tudo inspirado por algo ou alguém que aparecia em uma das novelas da Globo. Não só em questão de moda, os tempos antigos trouxeram muitas coisas. Como o óculos do Chaves que servia como canudo (?) e as fitas K7 que antecederam os meus tão amados CDs de hoje em dia.
As pessoas antigas (não vamos falar de idosos, vou colocar um limite de uns 35 anos). Tem muita gente que considera a meia-idade como a contagem regressiva pro fim, o tempo de assinar alguns papéis antes da morte e decidir quem vai ficar com a herança. Se tem uma coisa que aquele famoso programa mexicano me ensinou foi a de que você "só fica velho se quiser" e é verdade, aposte em alguns exercícios e coma coisas melhores para talvez você poder levar seus netos adolescentes pra um cinema no futuro.
Mas vamos falar de uma coisa que eu gosto e admiro (e como admiro), as pessoas mais velhas do que eu. Elas possuem experiências, sabem o que estão fazendo e tem algumas que são lindas de morrer, então pra que perder tempo com adolescentezinhos de merda cuja única satisfação é ir pra uma festa e pegar 25 pessoas (tá, isso é legal mas não vem ao caso agora) ou que só ligam em fofocas e coisas fúteis. Não quer dizer que eu não goste de pessoas da minha idade, algumas se salvam, como meus amigos por exemplo, mas a minha perda de fé na humanidade começa já com os mais novos. É tão difícil ser uma pessoa legal mas sem ser estúpida? Não vou julgar o comportamento de ninguém, aliás cada um tem a sua vida e cuide dela (ou destrua ela) como bem entender.
CONTINUA...
domingo, 28 de junho de 2009
Stella (2008)
A utilidade de fazer um blog, pra mim, é expressar as idéias sobre praticamente tudo, e é exatamente isso o que farei aqui. Como um bom careta, já irei logo de cara fazer uma crítica. Espero ser justo com isso.
O que leva Renan Sampaio a um cinema em Botafogo (considere uma viagem exaustiva de 50 minutos e imaginem se eu não tivesse o meu bom mp3 player com alguns hits do Little Joy e da Alanis Morissette para me "distrair" das pessoas e dos barulhos esquisitos do metrô, sem falar na mulher chata com o clichê dela: "próxima estação ... next station ...") em um dia frio, chato e com jogo do flamengo rolando no maraca? Duas respostas: 1) tédio 2) minha vontade imensa de assistir "Apenas o Fim". Mas como qualquer coisa imprevista, chego no Estação as 18:22, pronto para assistir o filme e me deparo com a enorme fila composta de velhinhos cools, possíveis cinéfilos, garotinhas estilosas falando sobre a balada do dia anterior e alguns casaizinhos apaixonados que não estavam afim de ficar em casa vendo Faustão ou qualquer filme repetido na TNT. Sem salvação e sozinho, decido ir para o Espaço (isso que adoro em Botafogo, tudo perto de tudo) e escolho um filme que tem uma sessão mais cedo que os outros. "Stella".
Stella (2008)

Logo na sinopse, você já se depara com uma ilustração de Stella. Olho roxo no primeiro dia de aula, convivência em um bar, etc. e faz com que, involuntariamente, associamos o filme a um tipo de drama pesado sobre crianças "sem-futuro". É exatamente o oposto. O filme não só conta com ótimos diálogos como também a performance da doce e meiga Leóra Barbara que interpreta uma Stella politicamente-incorreta, brigona e corajosa sem perder a imagem de inocência pura que todas as crianças possuem. O filme tem seus momentos hilários, como a salva de palmas da família depois de Stella ter tido sua primeira menstruação e as conversas com sua única amiga, Gladys. Em resumo, o enredo do filme é sobre uma menina que começa a mudar de comportamento depois de conhecer os maravilhosos mundos da literatura e da boa música e sobre a inocência (ou a perda dela).
NOTA: 8

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