domingo, 28 de junho de 2009

Stella (2008)

A utilidade de fazer um blog, pra mim, é expressar as idéias sobre praticamente tudo, e é exatamente isso o que farei aqui. Como um bom careta, já irei logo de cara fazer uma crítica. Espero ser justo com isso.

O que leva Renan Sampaio a um cinema em Botafogo (considere uma viagem exaustiva de 50 minutos e imaginem se eu não tivesse o meu bom mp3 player com alguns hits do Little Joy e da Alanis Morissette para me "distrair" das pessoas e dos barulhos esquisitos do metrô, sem falar na mulher chata com o clichê dela: "próxima estação ... next station ...") em um dia frio, chato e com jogo do flamengo rolando no maraca? Duas respostas: 1) tédio 2) minha vontade imensa de assistir "Apenas o Fim". Mas como qualquer coisa imprevista, chego no Estação as 18:22, pronto para assistir o filme e me deparo com a enorme fila composta de velhinhos cools, possíveis cinéfilos, garotinhas estilosas falando sobre a balada do dia anterior e alguns casaizinhos apaixonados que não estavam afim de ficar em casa vendo Faustão ou qualquer filme repetido na TNT. Sem salvação e sozinho, decido ir para o Espaço (isso que adoro em Botafogo, tudo perto de tudo) e escolho um filme que tem uma sessão mais cedo que os outros. "Stella".

Stella (2008)

Logo na sinopse, você já se depara com uma ilustração de Stella. Olho roxo no primeiro dia de aula, convivência em um bar, etc. e faz com que, involuntariamente, associamos o filme a um tipo de drama pesado sobre crianças "sem-futuro". É exatamente o oposto. O filme não só conta com ótimos diálogos como também a performance da doce e meiga Leóra Barbara que interpreta uma Stella politicamente-incorreta, brigona e corajosa sem perder a imagem de inocência pura que todas as crianças possuem. O filme tem seus momentos hilários, como a salva de palmas da família depois de Stella ter tido sua primeira menstruação e as conversas com sua única amiga, Gladys. Em resumo, o enredo do filme é sobre uma menina que começa a mudar de comportamento depois de conhecer os maravilhosos mundos da literatura e da boa música e sobre a inocência (ou a perda dela).

NOTA: 8




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