terça-feira, 30 de junho de 2009

paper dreams, honey.

Em meados de 2008, precisamente entre os meses de maio e abril, um amigo havia me falado de um festival com bandas independentes que acontecia aqui no Rio de Janeiro, chamado "Festival Indie Rock" (nome justo). Ao pesquisar, soube de duas bandas que iam se apresentar, The Kooks e Editors. Ao escutar ambas, confesso que gostei mais do som do Editors. A voz do Tom Smith clara e alta é boa de se ouvir a qualquer ocasião.

Enfim, o festival foi cancelado e eu infelizmente fiquei chupando o dedo. Algum tempo depois, em busca de algo novo pra escutar, pesquisei sobre alguns clipes dos Kooks no YouTube e baixei algumas músicas, dentre elas: "Ooh La", "You Don't Love Me", "Sofa Song". Todas do album "Inside In, Inside Out". Hoje, confesso que virei super fã da banda. Luke Pritchard se tornou um dos meus cantores favoritos (e um dos caras favoritos também, em geral).

Só fiquei com raiva pelo fato da banda ter vindo no Brasil e ter feito show apenas em São Paulo, será que Luke não sabe que tem cariocas que morreriam pra ver ele e companhia aqui? Enfim, resta esperar uma outra visita, quem sabe no TIM Festival ou em uma outra ocasião qualquer. Até Jonas Brothers vieram fazer show aqui ...

Enquanto isso, fico me divertindo com o "Konk" e o "Inside In, Inside Out" e os vídeos live no Youtube.


A primeira música que escutei deles. <3

segunda-feira, 29 de junho de 2009

in.

"O tempo destrói tudo."

Irréversible (2002)

o que é antigo, me atrai. - parte 2



A vida antiga. Já passou pela sua cabeça como seu pai e sua mãe se conheceram? Imaginem você ter que possuir (ou a outra pessoa) a iniciativa e a coragem de chegar em alguém para pedir um telefone, um encontro sem necessitar do bom e tímido messenger. É complicado, pelo menos para nós da "geraçãoMSN", mas era possível. Os tempos antigos eram fantásticos. Xuxa ainda animava os baixinhos, a Coca-Cola utilizava seus desenhos simples para a publicidade da marca, o McDonalds e a Pringles não cobravam tão caro, a televisão era legal todos os dias, as revistas em quadrinhos valiam cruzados, os brinquedos eram de colocar peça em cima de peça e não existiam filmes de super-heróis da Marvel. Mas como alguém que não presenciou isso pode sentir falta? Eu não sei, mas não fico discutindo comigo mesmo sobre isso, até por que eu gosto e posso ser até chamado de cafona ou brega, mas era tudo tão lindo antigamente, até a praia de Copacabana era mais cool. Mas só me resta isso, a boa e velha nostalgia.

o que é antigo, me atrai.

Já sentiu falta do que você nunca presenciou? Isso acontece comigo o tempo todo, principalmente quando falamos dos tempos da brilhantina... os anos 80. Acho que desde pequeno, eu sinto um certo tipo de admiração por tudo que é antigo ou venha do antigo. Aos 13 anos, eu tinha um amigo (não-imaginário) que fiz por meio das minhas conversas malucas sobre filmes comerciais (ex.:"Premonição 2"). Esse amigo era "casado" e tinha uma filha e a quantia um pouco extravagante de 25 anos de idade (reflita, o que um garoto de 13 anos pode ter para papear com um cara de 25?). Foi uma época um pouco vergonhosa pra mim, porque meus pais não gostavam nada da idéia e eu não achava nada de errado naquilo (13 anos, imbecil). Até que me mudei, não por causa disso, e me contentei por possuir amigos da minha idade e que gostavam de jogar bafo com as figurinhas do Digimon e assistir os episódios de Yu-Gi-Oh. Hoje, uns 5 anos mais tarde, eu percebo que essa admiração ainda existe dentro de mim e agora não tenho o que me envergonhar de gostar de coisas e pessoas mais velhas.


As coisas antigas. Pare um instante e se imagine usando uma jaqueta de couro igual a de James Dean, um óculos wayfarer preto e simples, aquelas camisetas brancas limpas sem nenhuma estampa colocadas pra dentro da calça jeans apertada e um sapato sem muitos detalhes. Achou ridículo? Se não, você é um dos meus. Os estilos eram simples, houve uma época em que a calça "boca de sino" era até tendência e hoje ela é meio que odiada por algumas pessoas. As saias de bolinhas usadas pelas mulheres ou então aqueles "shorts" um pouco mais longos e que chegavam até o umbigo. Tudo inspirado por algo ou alguém que aparecia em uma das novelas da Globo. Não só em questão de moda, os tempos antigos trouxeram muitas coisas. Como o óculos do Chaves que servia como canudo (?) e as fitas K7 que antecederam os meus tão amados CDs de hoje em dia.


As pessoas antigas (não vamos falar de idosos, vou colocar um limite de uns 35 anos). Tem muita gente que considera a meia-idade como a contagem regressiva pro fim, o tempo de assinar alguns papéis antes da morte e decidir quem vai ficar com a herança. Se tem uma coisa que aquele famoso programa mexicano me ensinou foi a de que você "só fica velho se quiser" e é verdade, aposte em alguns exercícios e coma coisas melhores para talvez você poder levar seus netos adolescentes pra um cinema no futuro.

Mas vamos falar de uma coisa que eu gosto e admiro (e como admiro), as pessoas mais velhas do que eu. Elas possuem experiências, sabem o que estão fazendo e tem algumas que são lindas de morrer, então pra que perder tempo com adolescentezinhos de merda cuja única satisfação é ir pra uma festa e pegar 25 pessoas (tá, isso é legal mas não vem ao caso agora) ou que só ligam em fofocas e coisas fúteis. Não quer dizer que eu não goste de pessoas da minha idade, algumas se salvam, como meus amigos por exemplo, mas a minha perda de fé na humanidade começa já com os mais novos. É tão difícil ser uma pessoa legal mas sem ser estúpida? Não vou julgar o comportamento de ninguém, aliás cada um tem a sua vida e cuide dela (ou destrua ela) como bem entender.

CONTINUA...

domingo, 28 de junho de 2009

Stella (2008)

A utilidade de fazer um blog, pra mim, é expressar as idéias sobre praticamente tudo, e é exatamente isso o que farei aqui. Como um bom careta, já irei logo de cara fazer uma crítica. Espero ser justo com isso.

O que leva Renan Sampaio a um cinema em Botafogo (considere uma viagem exaustiva de 50 minutos e imaginem se eu não tivesse o meu bom mp3 player com alguns hits do Little Joy e da Alanis Morissette para me "distrair" das pessoas e dos barulhos esquisitos do metrô, sem falar na mulher chata com o clichê dela: "próxima estação ... next station ...") em um dia frio, chato e com jogo do flamengo rolando no maraca? Duas respostas: 1) tédio 2) minha vontade imensa de assistir "Apenas o Fim". Mas como qualquer coisa imprevista, chego no Estação as 18:22, pronto para assistir o filme e me deparo com a enorme fila composta de velhinhos cools, possíveis cinéfilos, garotinhas estilosas falando sobre a balada do dia anterior e alguns casaizinhos apaixonados que não estavam afim de ficar em casa vendo Faustão ou qualquer filme repetido na TNT. Sem salvação e sozinho, decido ir para o Espaço (isso que adoro em Botafogo, tudo perto de tudo) e escolho um filme que tem uma sessão mais cedo que os outros. "Stella".

Stella (2008)

Logo na sinopse, você já se depara com uma ilustração de Stella. Olho roxo no primeiro dia de aula, convivência em um bar, etc. e faz com que, involuntariamente, associamos o filme a um tipo de drama pesado sobre crianças "sem-futuro". É exatamente o oposto. O filme não só conta com ótimos diálogos como também a performance da doce e meiga Leóra Barbara que interpreta uma Stella politicamente-incorreta, brigona e corajosa sem perder a imagem de inocência pura que todas as crianças possuem. O filme tem seus momentos hilários, como a salva de palmas da família depois de Stella ter tido sua primeira menstruação e as conversas com sua única amiga, Gladys. Em resumo, o enredo do filme é sobre uma menina que começa a mudar de comportamento depois de conhecer os maravilhosos mundos da literatura e da boa música e sobre a inocência (ou a perda dela).

NOTA: 8




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"só estou aqui para o meu bem próprio ..."